quarta-feira, 12 de maio de 2010

O Uso do Tempo em Sala de Aula - Metodologia Stallings

Desenhando novas estratégias para a sala de aula


A Prefeitura vem buscando, ao longo destes 16 meses, construir um processo de melhoria da qualidade da Educação, em parceria com os professores. Neste sentido, estruturamos o currículo municipal, o Multieducação, em módulos bimestrais em que fique claro para professores, alunos e famílias o que será ensinado e o que deve ser aprendido. Implantamos também provas bimestrais de Português, Matemática e Ciências, que nos permitem acompanhar a evolução da aprendizagem das crianças em cada escola. Introduzimos um mês de nivelamento a cada início de ano letivo para, de forma estruturada, revisar os conteúdos do ano letivo anterior. Para completar, procuramos lidar com as crianças que não aprenderam o esperado, realfabetizando os analfabetos funcionais, dando reforço de Português, Matemática e Ciências , acelerando os mais velhos e usando resultados das avaliações, tanto internas quanto externas, para melhorar o ensino.



O pressuposto desta abordagem é o de que , para que a aprendizagem aconteça da melhor maneira, não há nada mais efetivo do que o professor instrumentalizado, com os materiais necessários para a sua prática e com cursos mais centrados no trabalho em sala de aula. Se o professor tiver orientações claras sobre o que e como ensinar e se sentir preparado para isso, tudo fica mais fácil.


Mas falta ainda uma peça nesta equação: o uso do tempo em sala de aula, como organizar o ensino para cada aula, especialmente na realidade do século XXI em que tecnologias novas se fazem disponíveis. Para tanto, resolvemos fazer uma pesquisa sobre como nosso professor hoje organiza sua aula, utilizando para tanto de observadores da nossa própria rede e professores que aceitem participar deste experimento. Queremos saber os desafios do nosso professor com a sala de aula e o aluno reais, para, com base nisso, fazer sugestões de novas estratégias de aula , compartilhando o que vem dando mais certo.


Para tanto, professores que se voluntariarem de 100 escolas, serão observados por colegas professores de outras coordenadorias regionais e o uso de tempo e estratégias será registrado numa ficha para subsidiar a análise. Um grupo da secretaria vai analisar os dados agregados obtidos, para preparar recomendações para o aperfeiçoamento do trabalho em sala de aula. Estas recomendações irão ser incluídas nas orientações curriculares hoje entregues aos professores.


É muito importante que os professores participem e se sintam confortáveis quanto ao sigilo das observações individualizadas. É igualmente relevante que o desejo eventual de não participar de algum professor seja respeitado. Como serão professores da nossa rede que irão observar, certamente a presença de uma pessoa estranha na sala de aula não irá causar problemas com as crianças, pois será gente preparada para lidar com questões pedagógicas.


Tenho a certeza de que não teremos dificuldades maiores em obter voluntários nas escolas, pois nossos professores são seguros em sua prática e têm mostrado sentido de cooperação com os outros colegas da rede.


(Claudia Costin - Secretária Municipal de Educação)

1 comentários:

  1. Seria bem interessante que esta proposta fosse cooperativa (horizontal)... já que as ações afetam diretamente o professor, na sua prática. Seria bom que houvesse esclarecimentos suficientes para gerar uma sociabilidade real vivenciada no cotidiano escolar. Uma pena que o descredito emerge antes das ações por serem praticadas com verticalidade. Será que se pode mudar?

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